Museu de História Natural
Viagem de férias é uma coisa estressante. Você está de férias, o que teoricamente significa descanso (algo que definitivamente não tive nos meus primeiros quatro dias em NY, já que não fiz outra coisa a não ser gastar a sola do sapato). Descansar, no meu caso, significa não ter hora para acordar, dormir o quanto quiser. No entanto, embora de férias, você se lembra de que passou o último ano economizando e planejando aqueles míseros 15 dias. Raciocinando um pouco, passar metade deles dormindo seria um desperdício inacreditável.
Saímos o mais cedo que a preguiça nos permitiu nesse dia e rumamos para o American Museum of Natural History. Antes da viagem, a única coisa que eu sabia dele é que o Ross do Friends trabalhava lá.
Há uma saída do metrô praticamente dentro do museu, o que o torna a visita muito cômoda. Principalmente porque o que você não anda fora é imeditamente compensado pelo que se caminha dentro dele. A essa altura do blog, chega a ser redundante dizer que o museu é gigante, mas não falto com a verdade. O saguão na entrada já dá uma idéia de quem são as principais atrações do lugar:
Isso também já é indício de que não é possível visitar o Museu de História Natural com o mesmo espírito com que se vai ao MoMA ou o Met. O número de crianças presentes logo na entrada te lembra disso, caso você esqueça em algum momento. E embora possa parecer, isso não é uma reclamação. Muito pelo contrário. NY não é uma cidade muito amigável para as crianças. De cabeça, consigo lembrar de cinco atrações além do próprio Museu de História Natural: o zoológico do Central Park (de onde partem Marty, Alex, Gloria e Mellman para a Grand Central Station), a Toys R Us, a loja da M & M’s, a Nintendo World e, no natal, a árvore do Rockefeller Center. Comparado com a quantidade de atrações para os adultos, NY não é o melhor lugar para se visitar ainda criança. Disneyworld ainda ganha de longe.
É preciso, portanto, tirar o máximo de cada atração disponível. E você não é obrigado a ser criança para aproveitar a visita. O acervo é extremamente diversificado. Há, por exemplo, uma galeria dedicada aos animais africanos, outra aos animais aquáticos, uma reservada à pedras preciosas e meteoritos, uma área específica para mostrar os diferentes costumes dos povos asiáticos, africanos, americanos. Uma seção reservada aos répteis. Outra aos mamíferos. Tudo com placas explicativas bem detalhadas. É o tipo de lugar que as escolas norte-americanas devem usar como local para excursões e visitas monitoradas.
Mas nada supera as galerias dedicadas aos dinossauros. Foi a que mais me chamou a atenção. E na qual mais tempo passei tirando fotos.
A desculpa esfarrapada para ficar tanto tempo nessa área era que meu sobrinho de 4 anos adora dinossauros. Aproveitei a loja dessa galeria – sim, há uma loja dentro do museu que só vende produtos relacionados a dinossauros – e comprei um T. Rex e uma caixa com várias miniaturas.
Aliás, isso é uma coisa que esqueci de mencionar quando falei dos outros museus: em todos eles, sem exceção, há uma ou mais lojas com todo tipo de souvenir relacionado ao acervo. Não chega a ser uma surpresa, mas vale a lembrança, já que tanto a entrada do Metropolitan como a do Museu de História Natural tem preço sugerido de US$ 20.00. Na prática, você paga quanto quiser. Em ambos fui generoso e paguei US$ 0.50.
Saímos mortos de cansaço do museu, mas ainda reservamos um pouco de energia para conhecer a tal Century 21. Li muito sobre essa loja como uma boa pedida para compra de roupas de inverno. De fato, o lugar tem preços melhores do que o resto de Manhattan, mas não há nada de muito interessante lá dentro se você não tem muito dinheiro para gastar ou se já conseguiu um bom casaco emprestado para os 15 dias de viagem.










