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Quarto dia – 21/12

Lady Liberty e, finalmente, o Met
ferry
O PATH que sai de Journal Square tem dois terminais em Manhattan: um em Midtown, na 33rd Street, e outro Downtown, no World Trade Center. Ou no que um dia foi o WTC, pelo menos. Fomos para essa última estação nesse dia porque é a que fica mais perto do Staten Island Ferry, uma balsa que atravessa o Rio Hudson até Liberty State Park. O tempo não era dos melhores, mas naquela altura eu já tinha sacado que esperar um dia com céu aberto para tirar uma foto da estátua era ingenuidade demais.

Quem vai a NY querendo ver alguma coisa da área do WTC vai se decepcionar. Não há nada além de tapumes, máquinas e homens trabalhando. O que mais impressiona quando se chega perto é notar o tamanho da área isolada e imaginar que olhando para cima havia antes dois arranha-céus tapando o sol que hoje ilumina a rua.

Achei um vídeo do PATH chegando à estação. É o mais perto que é possível chegar ao Ground Zero:

Saímos da estação e chegamos ao terminal do Ferry.

Frio?

Frio?

Pela foto talvez não dê para perceber, mas são cinco camadas de roupa. Camiseta manga comprida, colete de lã, blusa de lã, blusa mega-boga de fleece, casaco. Fora cachecol, luva, gorro.

Como o Ferry é de graça, passa perto da estátua e visitá-la de perto não era exatamente o meu objetivo, fomos num pé e voltamos noutro.

Faltou zoom na hora. Dá pra saber que é ela?

Faltou zoom na hora. Dá pra saber que é ela?

Parece montagem, mas não é. O frio foi minha testemunha.

Parece montagem, mas não é. O frio foi minha testemunha.

Saímos do Ferry, almoçamos e fomos direto ao Metropolitan, finalmente. Eu já tinha ouvido falar muito do museu e estava muito curioso para saber se ele realmente é tudo aquilo que me disseram. Posso dizer que ele superou qualquer expectativa. Arte egípcia, grega, africana, medieval, americana, moderna, européia. Tem de tudo. Isso só no térreo, que foi o que tivemos pique de visitar no dia.

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Observando todo o acervo, principalmente do Egito, Grécia e Roma Antigas, a primeira sensação é a de se maravilhar e se perguntar como civilizações tão remotas foram capazes de conceber obras tão perfeitas. As esculturas particularmente me chamam muito a atenção pela exatidão do trabalho.

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A segunda pergunta, mais incômoda, é de como diabos tudo aquilo (acreditem, é muita coisa) foi parar ali, em Manhattan, nos Estados Unidos da América.

Não sei de vocês, mas eu só consigo pensar em pilhagem.


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