Arquivo para a categoria 'Monumentos'

Décimo-segundo dia – 29/12

Esqueceram de mim
A princípio, a host mother da P. havia dado as duas semanas da minha viagem de folga para ela, mas a minha namorada/au pair acabou tendo que trabalhar naquela segunda-feira e metade da terça-feira pré-reveillón (esse hífen ainda existe?). Ela não ficou nem um pouco contente com isso, mas patrão é patrão em qualquer lugar.

Com isso, ganhei um dia e meio para me virar por Manhattan sem a P.. Ir a NY com uma guia, aliás, foi um luxo que pouca gente tem. Ela já havia visitado vários dos lugares que visitamos até aquele dia, o que nos poupou tempo na hora de andar pela ilha. Mais do que isso, a P. sabia como funcionavam os metrôs e os ônibus de NY – chegar em um local desconhecido e ter alguém para lhe ensinar quais linhas do metrô são expressas ou em qual portão esperar a linha certa de ônibus intermunicipal são as vantagens que tive nessa viagem e pelas quais serei eternamente grato.

Por conta das circustâncias, portanto, arrumei minha mochila e peguei o ônibus sozinho de Orangeburg em direção à rodoviária de Port Authority. Queria aproveitar o tempo bom para finalmente conhecer o Central Park.


View Larger Map
Port Authority Bus Terminal, via Street view do Google Maps. Repare na estrutura metálica. É nessa gaiola que ficam os portões onde você espera os ônibus. A propósito, se você nunca viu essa ferramenta do Google, aproveite para passear com o mouse pela 8th Ave. Basta clicar nas setas que surgirem no meio da imagem. Mude o ângulo de visão pela setas. Se quiser, clique no “view larger map” acima e aproveite. Have fun!

Columbus Circle
Subi a 8th Ave. a pé até chegar à Columbus Circle, monumento criado no início do século XX em homenagem ao homem que pôs um ovo em pé.


View Larger Map
As fotos a seguir foram tiradas da praça à direita nessa imagem. Deu para perceber que eu gostei dessa brincadeira com o Street View? Pretendo usar mais daqui pra frente, deveria ter usado nos posts anteriores também.

img_2158

Uma moça, uma mala e o Time Warner Center ao fundo.

Uma moça, uma mala e o Time Warner Center ao fundo.

Dá para ver as estrelas da decoração de Natal dentro do Time Warner Center? São as mesmas do vídeo que postei no sexto dia.

8th Ave vista da Columbus Circle. Uma das fotos que eu mais gostei. Pra ficar com mais cara de NY, só faltou a fumaça saindo de algum bueiro.

8th Ave vista da Columbus Circle. Uma das fotos que eu mais gostei. Pra ficar com mais cara de NY, só faltou a fumaça saindo de algum bueiro.

Central Park
Atravessei a rua e comecei a visita pelo Central Park. O que mais impressiona, novamente, é o tamanho do dito cujo. Andei por cerca de três horas tirando fotos e não cheguei a conhecei sequer 1/5 dele. E, pela última vez, o Central Park não é tão grande quanto o Parque Ibirapuera em São Paulo. O parque novaiorquino é muito maior do que o nosso parque com nome indígena. Dez vezes, para ser mais exato (o Ibirapuera tem 1.584 km2; o Central Park, 11.2 km2). Perto do Central Park, o Ibirapuera parece um playground de condomínio tamanha a variedade de espaços, monumentos, lagos, etc.

Área coberta por pedras que serve como um mirante. Pode-se ver uma pequena parte do parque daí. O resto só batendo muita perna.

Área coberta por pedras que serve como um mirante. Pode-se ver uma pequena parte do parque daí. O resto só batendo muita perna.

Não dá para calcular a quantidade média de visitantes no Central Park pela única visita que fiz no fim do ano (muito frio e turistas aos montes pelo parque), mas eu imagino que o novaiorquino padrão deve (ou deveria, pelo menos) aproveitar muito bem esse espaço verde no meio da ilha. O acesso é muito fácil (há estações de metrô ao redor de todo o parque), no geral é bem conservado e, como ele é gigante, imagino que, mesmo que haja uma circulação absurda de pessoas nos fins de semana (no verão, por exemplo), a muvuca se disperse pelas várias opções de espaços diferentes disponíveis.

Tenho a impressão de ter visto essa ponte em algum filme - sentimento recorrente em cada lugar que você passa pelo parque.

Tenho a impressão de ter visto essa ponte em algum filme - sentimento recorrente em cada lugar que você passa pelo parque.

Uma foto PB, para variar.

Uma foto PB, para variar.

Mais um turista perdido. É muito fácil esbarrar em gente manuseando mapas por Manhattan inteira.

Mais um turista perdido. É muito fácil esbarrar em gente manuseando mapas por Manhattan inteira.

Uma das muitas fontes secas que se encontra por Manhattan no inverno.

Uma das muitas fontes secas que se encontra por Manhattan no inverno.

Essa praça eu tenho certeza que vi no Esqueceram de Mim 2.

Essa praça eu tenho certeza que vi no Esqueceram de Mim 2.

O mais perto que cheguei de um show de jazz em NY. Infelizmente.

O mais perto que cheguei de um show de jazz em NY. Infelizmente.

Strawberry Fields
Dica do dia (1): O acesso mais fácil ao memorial em homenagem à John Lennon é pela Central Park West, na altura da 72nd St. Se você quer ir direto até lá, não faça o caminho pelo parque. É muito mais longo.

img_2188

O mosaico foi doado pela cidade de Nápoles, mas a grana para montar essa área do Central Park foi doada pela Yoko Ono. 1 milhão de doletas. Haja disco dos Beatles pra pagar essa obra.

O mosaico foi doado pela cidade de Nápoles, mas a grana para montar essa área do Central Park foi doada pela Yoko Ono. 1 milhão de doletas. Haja disco dos Beatles pra pagar essa obra.

Tavern on the Green. Ou não.
A fome começou a apertar. Saí do Strawberry Fields e desci até o Tavern on the Green, um restaurante dentro do parque.

Há ruas que cruzam o parque. Não sei se o acesso é limitado a carros de bombeiros, bicicletas e táxis. O fato é que não me lembro de veículos de passeio rodando lá dentro. Pode ser só minha memória mesmo.

Há ruas que cruzam o parque. Não sei se o acesso é limitado a carros de bombeiros, bicicletas e táxis. O fato é que não me lembro de veículos de passeio rodando lá dentro. Pode ser só minha memória mesmo.

img_2199

Dizem que a comida é ótima e que vale a pena uma visita. Mas já comecei a me sentir deslocado logo na entrada. Limosines estacionadas do lado de fora, senhoras vestidas com garbo e elegância na fila de espera. E eu, todo maltrapilho, mochilão nas costas, o tênis sujo de barro (dica do dia (2): evite pisar, durante o inverno, em qualquer área coberta por grama, pois a chance de você afundar o pé inteiro na lama é grande).

Cheguei até o hall de espera e olhei os preços no cardápio disponível, provavelmente, para incautos como eu. Imediatamente dei meia volta e fui (adivinhem) tomar uma sopa de US$ 4.29 no Whole Foods do Time Center de novo, deixando um rastro de barro pelo caminho.

Não é lugar para mim. Definitivamente.

Não é lugar para mim. Definitivamente.

O YouTube dá uma mãozinha a quem ficou com vontade de saber como é lá dentro.

O que me consola é que eu não era o único a recorrer à sopa do Whole Foods. O lugar estava apinhado de turistas e executivos em busca de uma opção um pouco mais em conta para o almoço. Dica do dia (3): o Time Center, além da sopa no Whole Foods, também tem um banheiro limpo e espaçoso. Na hora do aperto, vale a pena correr até lá.

The Plaza
Lembram-se do hotel onde Kevin McAlister se hospeda em Esqueceram de Mim 2?

Aí está, The Plaza:

Só de fora. Magina se me deixariam entrar com o pé cheio de barro.

Só de fora. Magina se me deixariam entrar com o pé cheio de barro.

Ouvi dizer que houve um tempo, lá por meados da década de 80, em que NY não era esse glamour todo que se vê hoje em dia. Era uma época em que a Times Square era dominada por prostitutas e cafetões, cheia de lugares suspeitos. Nessa época também era possível pagar uma diária no The Plaza sem se afundar em dívidas. O atendimento não era lá essas coisas, mas o hotel é do lado do Central Park, valia a pena.

Bons tempos que não voltam mais.

O hotel, visto da esquina da 5th Ave.

O hotel, visto da esquina da 5th Ave.

Carroças. Há várias delas passeando ao redor e dentro do parque. Se a P. estivesse comigo, talvez valesse a pena pagar uma pequena fortuna pro sujeito levar a gente pelo parque inteiro, mas sozinho, que graça tem?

Carroças. Há várias delas passeando ao redor e dentro do parque. Se a P. estivesse comigo, talvez valesse a pena pagar uma pequena fortuna pro sujeito levar a gente pelo parque inteiro, mas sozinho, que graça tem?

Peguei o metrô para Downtown e, no caminho para a Strand, passei procurando novamente pela placa da Joey Ramone Place no cruzamento da East 2nd St com a Bowery St. Nada.

Só para deixar registrado que passei por lá. Esse é um dos postes com placas, olhei todos eles. FAIL.

Só para deixar registrado que passei por lá. Esse é um dos postes com placas, olhei todos eles. FAIL.

Sou brasileiro e não desisto nunca. Também voltei à Saint Mark’s Place para ver se achava a lojinha do CBGB, como nessa foto do Google Street View:


View Larger Map

Mesmo local, minha versão:

Red Mango?!

Red Mango?!

Só me restou ir até a Strand Book Store e passar o resto da tarde lá dentro, procurando livros para a minha pesquisa.

Essa é só uma parte do térreo. Tem ainda o subsolo e mais dois andares acima.

Essa é só uma parte do térreo. Tem ainda o subsolo e mais dois andares acima.

Na entrada você consegue um mapa da loja, o que facilita um pouco a visita. O estabelecimento é quase centenário e o acervo é imenso. A sensação de desordem logo some quando você sabe o que quer e encontra a prateleira correspondente. Então, como em qualquer compra, não entre na loja a esmo, senão você passa o dia inteiro lá. Sério.

As prateleiras são altas, mas há escadas disponíveis para quem quiser alcançar as prateleiras superiores. Do lado de fora da loja eles colocam os livros em promoção em carrinhos. Se você tiver paciência, talvez encontre algumas pechinchas por lá.

Para quem gosta de ler, essa livraria é um paraíso na Terra. É muito mais fácil encontrar as coisas aqui do que nos sebos do centro de São Paulo, os preços são convidativos e o atendimento é muito bom. Não comprei mais livros porque comecei a temer pelo peso da minha mala na volta, então pratiquei o desapego e precisei escolher entre aqueles que me interessaram.

Além de tudo isso, acabei de descobrir que a loja também tem uma certa preocupação social.

Sexto dia – 23/12

Brooklyn Bridge, Dallas BBQ, Grand Central, 53rd&3rd, Rockefeller Center. Ou o mais longo dos dias.
O sexto dia dessa viagem vai ser lembrado para sempre como The Longest Day. O plano inicial era fazer o passeio durante o dia e pegar uma carona com a Z., prima da P., à noite, pois dormiríamos na casa dela em Long Island para passarmos o Natal com a família dela. Arrumamos nossas mochilas e rumamos para Manhattan.

Por algum milagre da natureza, o céu se abriu e o sol apareceu. Ele, que não tinha dado as caras desde que cheguei em NY, resolveu aparecer e nos ajudou a programar um pouco melhor o dia, já que os três primeiros passei enfurnado em museus por causa do frio, da neve ou da chuva. Neste dia não choveu, mas tanto a neve como o frio ainda estavam lá, firmes e fortes.

Brooklyn Bridge
Resolvemos começar o dia em Downtown, mais precisamente na Brooklyn Bridge.

Não dá pra ver, mas a ponte é de madeira

Não dá pra ver, mas a ponte é de madeira

Reza a lenda que atravessar a ponte a pé e emendar um tour pelo Brooklyn é um ótimo passeio. Não duvido nem um pouco, pois de fato a ponte é belíssima, bem conservada (para uma ponte fundada em 1883) e a visão que se tem de Manhattan do outro lado do rio deve ser ótima, mas nos contentamos em chegar até a primeira das torres, o que já foi uma aventura incrível, dado o estado do chão e do meu tênis, mais careca que bunda de índio.

img_1967

Aproveitando, fica aqui mais uma dica para os marinheiros de primeira viagem na neve: vale a pena investir num bom tênis de trilha e em meias grossas se você quer de fato enfiar o pé na neve sem precisar se preocupar muito com o frio. Eu fui com meu Timberland velho de guerra e algumas meias grossas e não passei aperto. O lance é evitar tênis de corrida, com revestimento em lona, que é leve, mas se molha muito fácil. E andar com a meia molhada na neve não é exatamente a experiência mais agradável do mundo.

Grand Central Station e Dallas BBQ
Saímos da ponte, passamos na Modell’s da Chambers Street (bons preços na época, vale a visita) e pegamos o metrô para a 42nd Street. O objetivo era ir direto ao restaurante, mas já que saímos direto na Grand Central Terminal (e não Station, como eu havia aprendido), por que não aproveitar para tirar umas fotos?

Dá pra ver o relógio onde o Melman do Madagascar enfiou a cabeça?

Dá pra ver o relógio onde o Melman do Madagascar enfiou a cabeça?

A Grand Central, segundo a Wikipedia, é a maior estação de trens do mundo em número de plataformas. Novamente, não duvido. Pela foto dá pra notar a quantidade de gente circulando pelo saguão, vindos de todos os lugares. É somente doze anos mais velha do que a Brooklyn Bridge, o que me faz pensar agora que nesse dia ainda não havia saído do século XIX nos meus passeios. Assim como a ponte, a estação é muito bonita e muito bem conservada, mesmo sendo utilizada diariamente por milhares de pessoas.

img_1988

Já devidamente famintos, finalmente fomos conhecer o Dallas BBQ da Times Square, bem perto da Grand Central.

Também fui ao restaurante seguindo uma dica do Nova York para Mãos-de-Vaca (aliás, ótima fonte de referências para pobres que se metem a passear por NY como eu). De fato, trata-se de uma das opções mais baratas de Manhattan. No entanto, como bem avisa o Henry, as porções são grandes. Por isso, pedimos somente um Bar-B-Q Baby Back Ribs com yellow rice, que foi mais do que o suficiente para nós dois. Lembramos do detalhe do tamanho para o prato, mas esquecemos disso na hora de pedir os refrigerantes.

E então, você pede pro garçom uma inocente coca-cola e eles te dão isso:

Um balde, praticamente.

Reparem que há na mão da P. um pedaço de papel rasgado da lâmina do Dallas BBQ. Trata-se disso aqui:

Duas refeições por 10 doletas? É isso mesmo?

Duas refeições por 10 doletas? É isso mesmo?

Fomos obrigados a voltar outro dia para provar o Early Bird Special.

Posso dizer que comer no Dallas BBQ é conhecer um pouco dos EUA. Está tudo lá: o consumo, o exagero, a comida meio picante e ao mesmo tempo sem gosto. Há até uma divisão social do trabalho muito bem definida entre negros e latinos (as duas mãos-de-obra mais abundantes em Manhattan, por sinal). Os negros são os atendentes de primeira linha: vestem calça preta e camisa azul, anotam seu pedido, são atenciosos, perguntam se a comida está a contento e trazem a conta. Os latinos, por sua vez, não abrem a boca. Vestem-se de preto (aparentemente, quanto mais invisíveis, melhor) e fazem o trabalho sujo: limpam as mesas e os banheiros. Não entrei na cozinha, mas imagino que devam ser eles quem lavam os pratos e limpam o chão. Não há brancos trabalhando como garçons. Os únicos que eu vi no restaurante ou eram supervisores/gerentes ou eram clientes.

53rd&3rd, Quinta Avenida, Apple Store, Time Warner Center, Whole Foods
Depois dessa experiência sociológica e devidamente empanturrados com tanta comida e refrigerante, subimos a pé até o cruzamento da 53rd Street com a 3rd Ave e cumpri a primeira parte do meu roteiro Ramonico (que ainda incluía a Joey Ramone Place e o CBGB).

A parte do "standing on the street" teve que ficar de lado, muita gente e muito carro.
Para os incautos que não sabem do que estou falando.

Fomos até a 5th Avenue e continuamos subindo, até que chegamos à caixa mágica da Apple (coro angelical, por favor):

Reparem na escuridão. E ainda eram 4h50 pm.

Reparem na escuridão. E ainda eram 4h50 pm.

5th Ave. Já intransitável.

5th Ave. Já intransitável.

Fiz questão de entrar na caixa (descer, na verdade, a loja toda é no subsolo), mas estava tão apinhado de gente que mal deu para curtir os gadgets. Tinham me falado que a Apple Store seria um bom lugar para poder acessar a web de graça, mas não consegui nenhum macbookzinho livre. No máximo dei uma fuçada num iPod Touch e fomos para o Time Warner Center ali perto, que nada mais é do que um shopping center enjoado na Columbus Circle cheio de lojas super caras.

Lembram-se do vídeo da casa do primeiro dia? Que tal alguma coisa em escala um pouco maior?

Na verdade não entramos no shopping para ver esse festival de luzes, mas para comer. A Z. tinha nos recomendado uma sopa (mais uma) vendida dentro do Whole Foods desse shopping, e resolvemos conferir.

Imagine a seção de alimentos orgânicos/vegetarianos/naturebas/integrais/whatever do Pão de Açúcar que você conhece. Agora imagine um supermercado inteiro só com coisas desse tipo. Aumente um pouco mais o espaço físico da loja e inclua um balcão de comida japonesa (com sushimen fatiandos sashimis na hora), mais um balcão de comida por kilo, outro de sopas prontas e quentinhas, mais uma seção de roupas, cosméticos, tudo “ecologicamente correto”, além de muitos, muitos consumidores e você terá uma idéia do que é o Whole Foods.

Achei esse vídeo aqui que talvez explique melhor.

Pegou o espírito? O que era para ser uma prática inerente à alimentação do ser humano tornou-se mais um nicho de mercado. Aparentemente ninguém mais consegue comprar um rabanete sem correr o risco dele lhe transformar num monstro. Precisamos de um passo-a-passo de como comprar comida saudável. E você só estará completamente seguro das suas escolhas se comprar no Whole Foods. Ou não.

Pegamos sopa, pão e uma salada de frutas, pois tínhamos muito tempo ainda antes da Z. nos pegar.

Vai uma blueberry?

Vai uma blueberry?

Rockefeller Center
Depois da bela refeição, descemos a Sexta Avenida em direção ao Rockefeller Center, não sem antes passar pelo Radio City Music Hall:

Não vimos as Rockettes. Shame on us.

Não vimos as Rockettes. Shame on us.

No caminho, a Nintendo World:

Crianças em processo avançado de lavagem cerebral

Crianças em processo avançado de lavagem cerebral

E, finalmente, a árvore:

img_2024

img_2038

Reparem ao fundo nessa última foto: trata-se da decoração de natal da Saks, “lojinha” badalada na Quinta Avenida. Como não poderia deixar de ser, tem uma graça nessa decoração aí também:

Tudo muito bonito, muito bacana, mas a essa altura eu já chorava sangue por carregar aquela mochila desde cedo. O peso já tinha aumentado milagrosamente para umas cinco toneladas e eu já nem sentia mais os meus pés e pernas de tanto andar. Ainda assim, tivemos pique de ir até a loja da Virgin na Broadway, que é ótima, muito legal, muito bacana, mas ficou sem foto, porque eu não conseguia fazer mais nada. Saímos direto da Virgin para o McDonald’s 24h mais perto e ficamos ali até as 2h00 (sem consumir nada – tinha esquecido, tomamos chocolate quente e capuccino) até que a Z. finalmente chegasse e nos levasse até sua casa em Long Island.

Quarto dia – 21/12

Lady Liberty e, finalmente, o Met
ferry
O PATH que sai de Journal Square tem dois terminais em Manhattan: um em Midtown, na 33rd Street, e outro Downtown, no World Trade Center. Ou no que um dia foi o WTC, pelo menos. Fomos para essa última estação nesse dia porque é a que fica mais perto do Staten Island Ferry, uma balsa que atravessa o Rio Hudson até Liberty State Park. O tempo não era dos melhores, mas naquela altura eu já tinha sacado que esperar um dia com céu aberto para tirar uma foto da estátua era ingenuidade demais.

Quem vai a NY querendo ver alguma coisa da área do WTC vai se decepcionar. Não há nada além de tapumes, máquinas e homens trabalhando. O que mais impressiona quando se chega perto é notar o tamanho da área isolada e imaginar que olhando para cima havia antes dois arranha-céus tapando o sol que hoje ilumina a rua.

Achei um vídeo do PATH chegando à estação. É o mais perto que é possível chegar ao Ground Zero:

Saímos da estação e chegamos ao terminal do Ferry.

Frio?

Frio?

Pela foto talvez não dê para perceber, mas são cinco camadas de roupa. Camiseta manga comprida, colete de lã, blusa de lã, blusa mega-boga de fleece, casaco. Fora cachecol, luva, gorro.

Como o Ferry é de graça, passa perto da estátua e visitá-la de perto não era exatamente o meu objetivo, fomos num pé e voltamos noutro.

Faltou zoom na hora. Dá pra saber que é ela?

Faltou zoom na hora. Dá pra saber que é ela?

Parece montagem, mas não é. O frio foi minha testemunha.

Parece montagem, mas não é. O frio foi minha testemunha.

Saímos do Ferry, almoçamos e fomos direto ao Metropolitan, finalmente. Eu já tinha ouvido falar muito do museu e estava muito curioso para saber se ele realmente é tudo aquilo que me disseram. Posso dizer que ele superou qualquer expectativa. Arte egípcia, grega, africana, medieval, americana, moderna, européia. Tem de tudo. Isso só no térreo, que foi o que tivemos pique de visitar no dia.

met01

met02

Observando todo o acervo, principalmente do Egito, Grécia e Roma Antigas, a primeira sensação é a de se maravilhar e se perguntar como civilizações tão remotas foram capazes de conceber obras tão perfeitas. As esculturas particularmente me chamam muito a atenção pela exatidão do trabalho.

met03

met04

met05

A segunda pergunta, mais incômoda, é de como diabos tudo aquilo (acreditem, é muita coisa) foi parar ali, em Manhattan, nos Estados Unidos da América.

Não sei de vocês, mas eu só consigo pensar em pilhagem.


Flickr Photos

@rodreis e @priscilapz #tourpdg2010

@vanamedeiros e @ocktock #tourpdg2010

Mezanino sossegado... #tourpdg2010

Servido? #tourpdg2010

More Photos

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.